quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cotidiano


No reflexo do dia se esconde a noite
Com suas artimanhas surrateiras
Nas esquinas escuras lhe espera a morte
Um voô cego rumo as estrelas
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Na lembrança da noite segue o dia
Com lampejos e borrões da memória
Nos parques ensolarados lhe espera a vida
Uma caminhada eternda rumo a Noite

Doses de solidão


No reflexo dos meus olhos eu te vejo
Entre as sombras dançantes eu me perco
Seu rosto lindo já não passa de lampejos
Tão longe, tão perco, meu desespero
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Traga-me mais uma dose de veneno
Pois só assim me liberto desse sentimento
Rostos borrados trazem consigo sua face
Mais sem você aqui, prefiro que me mate
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E nesse bar onde  a dor é servida
Berro para que você seja trazida
E me oferecem uma calor gelado vestido de vermelho
Então peço-lhes mais uma dose de Solidão

Passagem


Entre estilhaços de espelho procurei me achar
Nos olhares aflitos a procura de mim
Entre gotas de sangue nada achei
No delirio do momento a morte encontrei
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Entre fragmentos da alma procurei me achar
Com sentimentos angustiados a procura de mim
Entre o céu e o inferno nada achei
No vazio do infinito la esperei
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Entre as estrelas daquela noite acordei
Com pensamentos retordicos a procura de mim
Entre sonhos passados me achei
Admirando a passagem pelo Existir